Migrantes e Refugiados em Florianópolis
Fernando Anísio
Batista*
O ano de 2014 foi marcado por um
aumento significativo da presença de migrantes e refugiados em Florianópolis.
São pessoas vindas de diferentes países, motivadas por diferentes razões, mas
com um objetivo único: buscar melhores condições de vida. Neste cenário há uma
predominância aqui de refugiados da Síria, haitianos e muitos migrantes dos
países latinos americanos.
No entanto, como em outras partes
do Brasil, o município de Florianópolis não está suficientemente preparado para
tratar deste novo areópago (migrações).
Em abril de 2014, por iniciativa da
Arquidiocese de Florianópolis criou-se um Grupo de Apoio aos Migrantes e
Refugiados, que atualmente congrega mais de 15 instituições que atuam
diretamente com migrações, entre elas a UFSC e UDESC. Como fruto deste grupo,
realizou-se em 2014 um painel na UFSC e uma audiência pública na Câmara
Municipal de Vereadores. E resultou concretamente na ampliação e articulação de
instituições que atuam com migrantes, atendendo demandas específicas, como é o
caso da língua portuguesa para estrangeiros.
A partir deste grupo,
verificou-se a necessidade do poder público especializar-se nesta área, criando
um comitê intersetorial sobre o tema (proposta da audiência pública),
envolvendo diversas secretarias municipais a fim de atender cada vez melhor
essa nova realidade. Para efetivar essa proposta, o Arcebispo de Florianópolis
solicitou uma audiência com o prefeito municipal a qual foi desmarcada quatro
vezes consecutivas, o que prejudicou o andamento de qualquer ação por parte da
prefeitura.
Para o próximo ano o Grupo de
Apoio já tem uma agenda de ações pré-definidas, inclusive com a realização de
uma semana dos migrantes. Agora basta saber se o poder público municipal melhorará
sua atuação neste sentido, ou continuará com ações desarticuladas e paliativas
no atendimento aos migrantes e refugiados em Florianópolis.
O ano de 2014 foi marcado por um
aumento significativo da presença de migrantes e refugiados em Florianópolis.
São pessoas vindas de diferentes países, motivadas por diferentes razões, mas
com um objetivo único: buscar melhores condições de vida. Neste cenário há uma
predominância aqui de refugiados da Síria, haitianos e muitos migrantes dos
países latinos americanos.
A presença destes imigrantes e
refugiados em nossa cidade, Estado e país provoca em toda sociedade, mas
principalmente no poder público, indagações de como agir neste caso. Como
atendê-los/as de forma adequada? O que eles querem? Não se trata de grandes
exigências, no geral é: trabalho digno e acesso aos serviços públicos básicos
(saúde, educação, regulamentação da sua permanência, etc.).
No entanto, como em outras partes
do Brasil, o município de Florianópolis não está suficientemente preparado para
tratar deste novo areópago (migrações).
Em abril de 2014, por iniciativa da
Arquidiocese de Florianópolis criou-se um Grupo de Apoio aos Migrantes e
Refugiados, que atualmente congrega mais de 15 instituições que atuam
diretamente com migrações, entre elas a UFSC e UDESC. Como fruto deste grupo,
realizou-se em 2014 um painel na UFSC e uma audiência pública na Câmara
Municipal de Vereadores. E resultou concretamente na ampliação e articulação de
instituições que atuam com migrantes, atendendo demandas específicas, como é o
caso da língua portuguesa para estrangeiros.
A partir deste grupo,
verificou-se a necessidade do poder público especializar-se nesta área, criando
um comitê intersetorial sobre o tema (proposta da audiência pública),
envolvendo diversas secretarias municipais a fim de atender cada vez melhor
essa nova realidade. Para efetivar essa proposta, o Arcebispo de Florianópolis
solicitou uma audiência com o prefeito municipal a qual foi desmarcada quatro
vezes consecutivas, o que prejudicou o andamento de qualquer ação por parte da
prefeitura.
Para o próximo ano o Grupo de
Apoio já tem uma agenda de ações pré-definidas, inclusive com a realização de
uma semana dos migrantes. Agora basta saber se o poder público municipal melhorará
sua atuação neste sentido, ou continuará com ações desarticuladas e paliativas
no atendimento aos migrantes e refugiados em Florianópolis.
*Sociólogo e Secretário
Executivo da Ação Social da Arquidiocese de Florianópolis
Artigo publicado no Jornal Notícias do Dia no dia 10/02/2015 e no Jornal da Arquidiocese de Florianópolis
edição de março de 2015
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