| TRABALHO: A ARTE DA TRANSFORMAÇÃO* |
Fernando Anísio Batista
O trabalho ocupa um lugar central na vida das pessoas. Por isso, é importante dar novos significados para suas relações cotidianas, a fim de considerar que o trabalho pode ser um instrumento primordial de transformação social. As pessoas passam em média um terço de suas vidas no trabalho, o que constitui uma possibilidade infinita de contribuir para a construção de um mundo melhor.
Para isso, é necessário que o trabalhador alimente alguns valores que muitas vezes o próprio local de trabalho não proporciona. A sugestão é que cada trabalhador/a também seja um/a agente transformador/a, que esteja nutrida com uma ética pessoal que envolva as dimensões pessoal, social, econômica e ecológica.
Na dimensão pessoal e social é importante considerar que o local de trabalho é lugar de construir relações solidárias. O sistema capitalista impõe uma relação de competição entre todos/as, atingindo até os próprios companheiros de trabalho. O trabalhador, muitas vezes com medo de perder o emprego busca ser mais “competitivo” até com seus pares. Neste sentido, vale o ditado “antes ele/a do que eu”, fortalecendo assim uma visão utilitarista das relações e o esvaziamento do sentido de solidariedade e companheirismo.
A sociedade atual vivencia a revolução tecnológica ou revolução informacional. Essa revolução tem mudado consideravelmente a dinâmica de toda sociedade, principalmente o mundo do trabalho. As pessoas precisam se adaptar a essa nova realidade e incorporar novas formas de relacionamento, onde muitas vezes as relações de trabalho são intermediadas por máquinas ou computadores.
Nessa nova realidade o trabalho é cada vez mais complexo. Da mesma forma que é complexo entender como funciona o trabalho em diferentes setores. Muitas máquinas substituíram o trabalho humano e a operação de máquinas é função diária de milhões de trabalhadores/as. Com isso o mundo do trabalho tem passado por diversas mudanças, onde palavras como desemprego, desregulação, flexibilização, terceirização e precarização faz parte do cotidiano da maioria dos/as trabalhadores/as.
Por isso, a valorização do trabalhador/a é fundamental para a ampliação do sentido de comprometimento da função desenvolvida. É comum encontrarmos trabalhadores/as estressados/as, que ficam doentes por causa do trabalho. Este sintoma é resultado de uma relação vertical, entre o/a superior/a e o subordinado/a, onde o produto é mais importante do que a pessoa que produz. É preciso construiu uma nova relação de trabalho que supere a visão meramente econômica.
O trabalho tem se tornando uma ameaça ao meio ambiente, tanto do ponto de vista da produção quanto do consumo. No processo de produção são diversos produtos nocivos a vida são lançados diariamente no meio ambiente. No consumo existe um processo desenfreado sem medir as conseqüências e os limites do nosso planeta.
· É possível realizar pequenas e grandes atitudes no ambiente de trabalho de proteção da natureza, vejamos:
· Não deixe luzes acesas sem necessidade;
· Desligue sempre os aparelhos que não estiverem sendo utilizados;
· Economizar água da torneira;
· Folhas de papel podem ser usados nos dois lados;
· Objetos devem ser utilizados até o fim de sua vida útil;
No mês do trabalhador, convidamos a todos/as a buscarem novos significados do seu papel enquanto transformador da realidade em que vivem. Feliz Dia do Trabalhador.
* Publicado no site da AMOSAD (www.amosad.org.br) em maio de 2011
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O trabalho ocupa um lugar central na vida das pessoas. Por isso, é importante dar novos significados para suas relações cotidianas, a fim de considerar que o trabalho pode ser um instrumento primordial de transformação social. As pessoas passam em média um terço de suas vidas no trabalho, o que constitui uma possibilidade infinita de contribuir para a construção de um mundo melhor.
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