LUTA. Teu direito é lutar pelo Direito. Mas no dia em que encontrares o Direito em conflito com a justiça, luta pela justiça.
(Eduardo Couture)
Esta edição do Jornal
Passo a Passo inaugura a gestão da nova diretoria da AMOSAD. Estamos
assumindo a associação com muita vontade de realizar ações que tornem nosso
bairro um lugar cada vez melhor para viver. Estamos com uma direção renovada,
com muitas pessoas novas, com novas ideias, com ânimo novo, que aceitaram
compor a Diretoria e o Conselho Fiscal pela primeira vez. Nossa metodologia de
trabalho será a gestão compartilhada, com o planejamento participativo, pois
sabemos que sozinhos não chegaremos muito longe, que precisamos do apoio,
incentivo e dedicação de toda comunidade para alcançar nossos objetivos. A
diretoria é nova, no entanto, os desafios são os mesmos. Ou melhor, os desafios
são cada vez maiores.| TRABALHO: A ARTE DA TRANSFORMAÇÃO* |
O trabalho ocupa um lugar central na vida das pessoas. Por isso, é importante dar novos significados para suas relações cotidianas, a fim de considerar que o trabalho pode ser um instrumento primordial de transformação social. As pessoas passam em média um terço de suas vidas no trabalho, o que constitui uma possibilidade infinita de contribuir para a construção de um mundo melhor.
Para isso, é necessário que o trabalhador alimente alguns valores que muitas vezes o próprio local de trabalho não proporciona. A sugestão é que cada trabalhador/a também seja um/a agente transformador/a, que esteja nutrida com uma ética pessoal que envolva as dimensões pessoal, social, econômica e ecológica.
Na dimensão pessoal e social é importante considerar que o local de trabalho é lugar de construir relações solidárias. O sistema capitalista impõe uma relação de competição entre todos/as, atingindo até os próprios companheiros de trabalho. O trabalhador, muitas vezes com medo de perder o emprego busca ser mais “competitivo” até com seus pares. Neste sentido, vale o ditado “antes ele/a do que eu”, fortalecendo assim uma visão utilitarista das relações e o esvaziamento do sentido de solidariedade e companheirismo.
A sociedade atual vivencia a revolução tecnológica ou revolução informacional. Essa revolução tem mudado consideravelmente a dinâmica de toda sociedade, principalmente o mundo do trabalho. As pessoas precisam se adaptar a essa nova realidade e incorporar novas formas de relacionamento, onde muitas vezes as relações de trabalho são intermediadas por máquinas ou computadores.
Nessa nova realidade o trabalho é cada vez mais complexo. Da mesma forma que é complexo entender como funciona o trabalho em diferentes setores. Muitas máquinas substituíram o trabalho humano e a operação de máquinas é função diária de milhões de trabalhadores/as. Com isso o mundo do trabalho tem passado por diversas mudanças, onde palavras como desemprego, desregulação, flexibilização, terceirização e precarização faz parte do cotidiano da maioria dos/as trabalhadores/as.
Por isso, a valorização do trabalhador/a é fundamental para a ampliação do sentido de comprometimento da função desenvolvida. É comum encontrarmos trabalhadores/as estressados/as, que ficam doentes por causa do trabalho. Este sintoma é resultado de uma relação vertical, entre o/a superior/a e o subordinado/a, onde o produto é mais importante do que a pessoa que produz. É preciso construiu uma nova relação de trabalho que supere a visão meramente econômica.
O trabalho tem se tornando uma ameaça ao meio ambiente, tanto do ponto de vista da produção quanto do consumo. No processo de produção são diversos produtos nocivos a vida são lançados diariamente no meio ambiente. No consumo existe um processo desenfreado sem medir as conseqüências e os limites do nosso planeta.
· É possível realizar pequenas e grandes atitudes no ambiente de trabalho de proteção da natureza, vejamos:
· Não deixe luzes acesas sem necessidade;
· Desligue sempre os aparelhos que não estiverem sendo utilizados;
· Economizar água da torneira;
· Folhas de papel podem ser usados nos dois lados;
· Objetos devem ser utilizados até o fim de sua vida útil;
No mês do trabalhador, convidamos a todos/as a buscarem novos significados do seu papel enquanto transformador da realidade em que vivem. Feliz Dia do Trabalhador.
* Publicado no site da AMOSAD (www.amosad.org.br) em maio de 2011
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NÃO! Não é possível um discípulo e missionário de cristo se
envolver com a política da forma que ela está concebida nos dias atuais. As
manifestações de junho e julho de 2013 revelaram o desejo de milhares de brasileiros/as
por mais investimentos na saúde, transporte público, na educação, entre outros.
Mostraram que existe um abismo entre o que a população quer com a atuação política no país. Atualmente os
políticos que são os representantes do povo ao entrar “nos palácios imperiais”
esquecem que verdadeira missão na política é promover o bem comum para a
“polis”, que dizer para todos os cidadãos.
O cartaz da CF expressa a
dimensão do serviço, onde o Papa coloca-se aos pés do próximo para lava-los,
atitude que é a expressão de amor capaz de levar a pessoa a entregar sua vida
pelo outro. Viver a dimensão do serviço é o primeiro passo para realizar muitas
mudanças que a sociedade necessita. Essas mudanças serão possíveis de
concretiza-las, trabalhando em conjunto Igreja e outras instituições de forma
participativa, misericordiosa e samaritana, seguindo o próprio exemplo do Papa
Francisco.
Entre diversos elementos que
justificam a CNBB tomar tal decisão, como o aumento da violência em todos os
níveis nas pequenas e grandes cidades brasileiras, as atitudes do Papa
Francisco na promoção da paz tornaram-se inspiração. Atitudes como a realização
da vigília pela paz na Praça São Pedro no dia 07 de setembro de 2013, a oração
conjunta com o presidente de Israel, a autoridade palestina e o patriarca de
Constantenopla no dia 08 de junho de 2014, a oração na Mesquita em Istambul em sua
viagem feita a Turquia nos dias 28 a 30 de novembro.
O ano de 2014 foi marcado por um
aumento significativo da presença de migrantes e refugiados em Florianópolis.
São pessoas vindas de diferentes países, motivadas por diferentes razões, mas
com um objetivo único: buscar melhores condições de vida. Neste cenário há uma
predominância aqui de refugiados da Síria, haitianos e muitos migrantes dos
países latinos americanos.