(Rui Barbosa)
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
É hora de mudar
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto".
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
RELATO A VIAGEM A MINAS GERAIS
EXISTE PRISÃO SEM POLICIA, SEM AGENTE PENITENCIARIO, SEM ARMAS, SEM ALGEMAS E ONDE OS PRESOS É QUE FECHAM OS CADEADOS? SIM! EXISTE “APAC” (ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO E ASSISTENCIA AOS CONDENADOS).
Em 11 de novembro/11, embarcamos para o Estado de Minas Gerais juntamente com a Postoral Carcerária e alguns agentes penitenciários, onde fomos conhecer as APACs, e fomos surpreendidos positivamente com o que vimos, como exemplo, citamos a APAC de Pouso Alegre, onde possui cerca de 180 recuperandos entre os condenados dos três regimes, fechado, semi aberto e aberto.
Para atender a este numero de “recuperandos” são usados apenas 18 funcionários pagos, sendo o restante da equipe de apoio, formados por voluntários a custo zero.
O índice de reincidência é de 08%, contra cerca de 70% no regime convencional de prisão.
As fugas e evasões tambem são registradas a índices muito pequenos.
Entre os recuperandos estão condenados com penas altas, mais de vinte anos e de delitos diversos, não sendo pré requisito para a entrada neste projeto de ressocialização humanitária, o tipo de delito e sim o comportamento do individuo depois de certo tempo no sistema prisional convencional, tanto que, tivemos a oportunidade de conversar com um recuperando que tem condenação de 17 anos e passou 06 anos no sistema prisional comum, estando a dois anos na “APAC”, sendo um dos coordenadores dentro do sistema.
O sistema APAC é um projeto que surgiu cerca de 30 anos atrás e é uma realidade desde então, principalmente no Estado de Minas Gerais com dezenas de unidades instaladas e funcionando, tendo seu “no how” copiado por vários Estados e também por alguns paises.
Este projeto na verdade não tem muito mistério, começa por aceitar recuperandos que tenham passado pelo sistema caótico do nosso sistema carcerário e que queiram se submeter as regras do sistema APAC, afinal, la chegando, o cidadão condenado recebe, dignidade através de tratamento nominal, instalações decentes para dormir, escolarização, medico, dentista, oficinas de trabalho proficionalisantes, respeito aos familiares sem aquelas revista humilhantes, alimentação descente, hora de lazer, a cela é usada somente para dormir e, quando os recuperandos são recolhidos quem passa a chave é outro igual que já atingiu um estágio de confiança, tanto da administração como dos demais recuperandos, entre outras, no entanto, nada vem de graça, há um regime rígido de cumprimento de normas, drogas e bebidas são extremamente proibidos e o controle é feito entre os recuperandos precipuamente, tendo estes recuperandos um apelo religioso muito forte, independentemente da religião que é afeto, há apoio psicológico, social e familiar, todos trabalham e são remunerados dignamente, podendo, de certa forma, sustentar ou ajudar a família com os valores que recebem pelo trabalho realizado, enfim, como dito alhures, este projeto "APAC" surgiu a 30 anos, não sendo uma aventura e sim uma realidade que vale a pena conhecer e apoiar, pois a sociedade só tem a ganhar, seja pelo baixo índice de reincidência, assim como, pelo baixo custo, aja vista que o custo é comprovadamente algo em torno de 04 vezes menos que o custo do sistema penal tradicional.
Assim, sugiro que quem tiver interesse em conhecer mais a respeito, faça uma busca na internet com o titulo ( APAC minas gerais) e virá muita matéria a respeito.
Para uma melhor ilustração do que foi dito, Junto algumas fotos feitas quando que da visita que fizemos, informando ainda, que juntamente com a pastoral carcerária e outras pessoas ligadas a alguns movimentos sociais, estaremos dando inicio a viabilização da implantação da primeira unidade na região, até mesmo porque, uma das regras para funcionamento de uma APAC, é atender somente recumperandos da Comarca e eventualmente algum outro que tenha cometido o delito nela em que pese não desta.
Em 11 de novembro/11, embarcamos para o Estado de Minas Gerais juntamente com a Postoral Carcerária e alguns agentes penitenciários, onde fomos conhecer as APACs, e fomos surpreendidos positivamente com o que vimos, como exemplo, citamos a APAC de Pouso Alegre, onde possui cerca de 180 recuperandos entre os condenados dos três regimes, fechado, semi aberto e aberto.
Para atender a este numero de “recuperandos” são usados apenas 18 funcionários pagos, sendo o restante da equipe de apoio, formados por voluntários a custo zero.
O índice de reincidência é de 08%, contra cerca de 70% no regime convencional de prisão.
As fugas e evasões tambem são registradas a índices muito pequenos.
Entre os recuperandos estão condenados com penas altas, mais de vinte anos e de delitos diversos, não sendo pré requisito para a entrada neste projeto de ressocialização humanitária, o tipo de delito e sim o comportamento do individuo depois de certo tempo no sistema prisional convencional, tanto que, tivemos a oportunidade de conversar com um recuperando que tem condenação de 17 anos e passou 06 anos no sistema prisional comum, estando a dois anos na “APAC”, sendo um dos coordenadores dentro do sistema.
O sistema APAC é um projeto que surgiu cerca de 30 anos atrás e é uma realidade desde então, principalmente no Estado de Minas Gerais com dezenas de unidades instaladas e funcionando, tendo seu “no how” copiado por vários Estados e também por alguns paises.
Este projeto na verdade não tem muito mistério, começa por aceitar recuperandos que tenham passado pelo sistema caótico do nosso sistema carcerário e que queiram se submeter as regras do sistema APAC, afinal, la chegando, o cidadão condenado recebe, dignidade através de tratamento nominal, instalações decentes para dormir, escolarização, medico, dentista, oficinas de trabalho proficionalisantes, respeito aos familiares sem aquelas revista humilhantes, alimentação descente, hora de lazer, a cela é usada somente para dormir e, quando os recuperandos são recolhidos quem passa a chave é outro igual que já atingiu um estágio de confiança, tanto da administração como dos demais recuperandos, entre outras, no entanto, nada vem de graça, há um regime rígido de cumprimento de normas, drogas e bebidas são extremamente proibidos e o controle é feito entre os recuperandos precipuamente, tendo estes recuperandos um apelo religioso muito forte, independentemente da religião que é afeto, há apoio psicológico, social e familiar, todos trabalham e são remunerados dignamente, podendo, de certa forma, sustentar ou ajudar a família com os valores que recebem pelo trabalho realizado, enfim, como dito alhures, este projeto "APAC" surgiu a 30 anos, não sendo uma aventura e sim uma realidade que vale a pena conhecer e apoiar, pois a sociedade só tem a ganhar, seja pelo baixo índice de reincidência, assim como, pelo baixo custo, aja vista que o custo é comprovadamente algo em torno de 04 vezes menos que o custo do sistema penal tradicional.
Assim, sugiro que quem tiver interesse em conhecer mais a respeito, faça uma busca na internet com o titulo ( APAC minas gerais) e virá muita matéria a respeito.
Para uma melhor ilustração do que foi dito, Junto algumas fotos feitas quando que da visita que fizemos, informando ainda, que juntamente com a pastoral carcerária e outras pessoas ligadas a alguns movimentos sociais, estaremos dando inicio a viabilização da implantação da primeira unidade na região, até mesmo porque, uma das regras para funcionamento de uma APAC, é atender somente recumperandos da Comarca e eventualmente algum outro que tenha cometido o delito nela em que pese não desta.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
PRIMAVERA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
Começou a primavera, estação das flores e dos amores; tempo de novos sons, novos cantos e novas cores. O céu, o ar, os campos e as ruas parecem ganhar outra vida, a natureza renasce e deixa na alma uma saudade indecifrável de um paraíso que já se foi ou que ainda está por vir.
Seria exagero afirmar que a primavera é, por excelência, a estação dos movimentos sociais? Não são eles que, no velho terreno da história, lançam sementes que renovam rumos e horizontes, cultivando iniciativas inovadoras e criativas e fazendo por todos os lados germinar botões que, cedo ou tarde, hão de desabrochar em flor?
A superfície do planeta exibe hoje um triste cenário de escombros, as coisas e os seres vivos sofrem os efeitos de uma civilização predatória: tudo se vende, tudo se compra, tudo se troca, tudo se mercantiliza! As ruínas vão se acumulando e expondo a nudez de um mundo sem alma. No olhar vago e perdido das pessoas, na agonia das águas contaminadas, na fauna e na flora devastadas, na extinção irreversível das espécies, flagram-se instantâneos de um retrato sinistro que afeta todas as formas de vida.
Apesar dos alertas, os ventos de uma destruição progressiva continuam rugindo furiosamente contra nossas portas e janelas, anunciando pela mídia catástrofes cada vez mais trágicas. Fome e miséria convivem com a idolatria do corpo e do mercado de consumo, o despovoamento e o deserto junto com as multidões apinhadas nas metrópoles, as "casas fortaleza" com o desemprego e a droga, a violência e o crime. Respira-se um oxigênio poluído e revestido de medo e insegurança: os cidadãos tornaram-se reféns de seus jovens e adolescentes, ao mesmo tempo réus e vítimas da crescente exclusão social. Enquanto isso, de seu trono indiferente e inacessível, mas de barro, o império e o tirano vomitam leis, espalham soldados e semeiam o terror.
Em meio a este inverno frio e rigoroso da devastação, despontam por toda parte as flores e os sinais da primavera: milhares de organizações e movimentos ocupam ruas e campos, tomam páginas de jornais e espaço nos meios de comunicação social. Um rumor de passos e de vozes, de cantos e de tambores ressoa no coração de homens e mulheres e no ventre da terra. O chão foi fecundado pela força das mobilizações populares, uma nova criança está a caminho, a marcha avança, a história e cada ser vivo gemem e sofrem as dores do parto.
A primavera dos movimentos sociais proclama em volta alta que, se a gente quiser e se organizar, "um outro mundo é possível".
Começou a primavera, estação das flores e dos amores; tempo de novos sons, novos cantos e novas cores. O céu, o ar, os campos e as ruas parecem ganhar outra vida, a natureza renasce e deixa na alma uma saudade indecifrável de um paraíso que já se foi ou que ainda está por vir.
Seria exagero afirmar que a primavera é, por excelência, a estação dos movimentos sociais? Não são eles que, no velho terreno da história, lançam sementes que renovam rumos e horizontes, cultivando iniciativas inovadoras e criativas e fazendo por todos os lados germinar botões que, cedo ou tarde, hão de desabrochar em flor?
A superfície do planeta exibe hoje um triste cenário de escombros, as coisas e os seres vivos sofrem os efeitos de uma civilização predatória: tudo se vende, tudo se compra, tudo se troca, tudo se mercantiliza! As ruínas vão se acumulando e expondo a nudez de um mundo sem alma. No olhar vago e perdido das pessoas, na agonia das águas contaminadas, na fauna e na flora devastadas, na extinção irreversível das espécies, flagram-se instantâneos de um retrato sinistro que afeta todas as formas de vida.
Apesar dos alertas, os ventos de uma destruição progressiva continuam rugindo furiosamente contra nossas portas e janelas, anunciando pela mídia catástrofes cada vez mais trágicas. Fome e miséria convivem com a idolatria do corpo e do mercado de consumo, o despovoamento e o deserto junto com as multidões apinhadas nas metrópoles, as "casas fortaleza" com o desemprego e a droga, a violência e o crime. Respira-se um oxigênio poluído e revestido de medo e insegurança: os cidadãos tornaram-se reféns de seus jovens e adolescentes, ao mesmo tempo réus e vítimas da crescente exclusão social. Enquanto isso, de seu trono indiferente e inacessível, mas de barro, o império e o tirano vomitam leis, espalham soldados e semeiam o terror.
Em meio a este inverno frio e rigoroso da devastação, despontam por toda parte as flores e os sinais da primavera: milhares de organizações e movimentos ocupam ruas e campos, tomam páginas de jornais e espaço nos meios de comunicação social. Um rumor de passos e de vozes, de cantos e de tambores ressoa no coração de homens e mulheres e no ventre da terra. O chão foi fecundado pela força das mobilizações populares, uma nova criança está a caminho, a marcha avança, a história e cada ser vivo gemem e sofrem as dores do parto.
A primavera dos movimentos sociais proclama em volta alta que, se a gente quiser e se organizar, "um outro mundo é possível".
(Autor: Alfredo J. Gonçalves)
Seria exagero afirmar que a primavera é, por excelência, a estação dos movimentos sociais? Não são eles que, no velho terreno da história, lançam sementes que renovam rumos e horizontes, cultivando iniciativas inovadoras e criativas e fazendo por todos os lados germinar botões que, cedo ou tarde, hão de desabrochar em flor?
A superfície do planeta exibe hoje um triste cenário de escombros, as coisas e os seres vivos sofrem os efeitos de uma civilização predatória: tudo se vende, tudo se compra, tudo se troca, tudo se mercantiliza! As ruínas vão se acumulando e expondo a nudez de um mundo sem alma. No olhar vago e perdido das pessoas, na agonia das águas contaminadas, na fauna e na flora devastadas, na extinção irreversível das espécies, flagram-se instantâneos de um retrato sinistro que afeta todas as formas de vida.
Apesar dos alertas, os ventos de uma destruição progressiva continuam rugindo furiosamente contra nossas portas e janelas, anunciando pela mídia catástrofes cada vez mais trágicas. Fome e miséria convivem com a idolatria do corpo e do mercado de consumo, o despovoamento e o deserto junto com as multidões apinhadas nas metrópoles, as "casas fortaleza" com o desemprego e a droga, a violência e o crime. Respira-se um oxigênio poluído e revestido de medo e insegurança: os cidadãos tornaram-se reféns de seus jovens e adolescentes, ao mesmo tempo réus e vítimas da crescente exclusão social. Enquanto isso, de seu trono indiferente e inacessível, mas de barro, o império e o tirano vomitam leis, espalham soldados e semeiam o terror.
Em meio a este inverno frio e rigoroso da devastação, despontam por toda parte as flores e os sinais da primavera: milhares de organizações e movimentos ocupam ruas e campos, tomam páginas de jornais e espaço nos meios de comunicação social. Um rumor de passos e de vozes, de cantos e de tambores ressoa no coração de homens e mulheres e no ventre da terra. O chão foi fecundado pela força das mobilizações populares, uma nova criança está a caminho, a marcha avança, a história e cada ser vivo gemem e sofrem as dores do parto.
A primavera dos movimentos sociais proclama em volta alta que, se a gente quiser e se organizar, "um outro mundo é possível".
Começou a primavera, estação das flores e dos amores; tempo de novos sons, novos cantos e novas cores. O céu, o ar, os campos e as ruas parecem ganhar outra vida, a natureza renasce e deixa na alma uma saudade indecifrável de um paraíso que já se foi ou que ainda está por vir.
Seria exagero afirmar que a primavera é, por excelência, a estação dos movimentos sociais? Não são eles que, no velho terreno da história, lançam sementes que renovam rumos e horizontes, cultivando iniciativas inovadoras e criativas e fazendo por todos os lados germinar botões que, cedo ou tarde, hão de desabrochar em flor?
A superfície do planeta exibe hoje um triste cenário de escombros, as coisas e os seres vivos sofrem os efeitos de uma civilização predatória: tudo se vende, tudo se compra, tudo se troca, tudo se mercantiliza! As ruínas vão se acumulando e expondo a nudez de um mundo sem alma. No olhar vago e perdido das pessoas, na agonia das águas contaminadas, na fauna e na flora devastadas, na extinção irreversível das espécies, flagram-se instantâneos de um retrato sinistro que afeta todas as formas de vida.
Apesar dos alertas, os ventos de uma destruição progressiva continuam rugindo furiosamente contra nossas portas e janelas, anunciando pela mídia catástrofes cada vez mais trágicas. Fome e miséria convivem com a idolatria do corpo e do mercado de consumo, o despovoamento e o deserto junto com as multidões apinhadas nas metrópoles, as "casas fortaleza" com o desemprego e a droga, a violência e o crime. Respira-se um oxigênio poluído e revestido de medo e insegurança: os cidadãos tornaram-se reféns de seus jovens e adolescentes, ao mesmo tempo réus e vítimas da crescente exclusão social. Enquanto isso, de seu trono indiferente e inacessível, mas de barro, o império e o tirano vomitam leis, espalham soldados e semeiam o terror.
Em meio a este inverno frio e rigoroso da devastação, despontam por toda parte as flores e os sinais da primavera: milhares de organizações e movimentos ocupam ruas e campos, tomam páginas de jornais e espaço nos meios de comunicação social. Um rumor de passos e de vozes, de cantos e de tambores ressoa no coração de homens e mulheres e no ventre da terra. O chão foi fecundado pela força das mobilizações populares, uma nova criança está a caminho, a marcha avança, a história e cada ser vivo gemem e sofrem as dores do parto.
A primavera dos movimentos sociais proclama em volta alta que, se a gente quiser e se organizar, "um outro mundo é possível".
(Autor: Alfredo J. Gonçalves)
Dica de Viagem
Imagine você em contato integral com a natureza: ouvindo o canto dos pássaros, fazendo trilhas na mata nativa, tomando banho de cachoeira, pescando no açude, tomando mel diretamente da colméia, alimentando-se saudavelmente e desfrutando das mais belas paisagens naturais de Santa Catarina. Imaginou?
Caso você se identifique com um roteiro como este, gostaria de partilhar uma viagem que fiz neste mês com minha família. O local escolhido foi uma pequena cidade chamada Santa Rosa de Lima – Capital da Agroecologia. O projeto escolhido foi o “Acolhida na Colônia”, que é uma organização de pequenos agricultores voltada para o turismo rural, onde os visitantes são acolhidos em seus sítios, preparados cuidadosamente para este fim.
Fiquei sabendo deste projeto através de contatos com amigos e de uma reportagem que assisti na televisão. Saímos de casa sem saber o que iríamos encontrar, mas a surpresa foi além do esperado: o local é lindo, a dona do sítio/pousada é super acolhedora, a comida é deliciosa e a experiência é inesquecível.
Caso você queira obter mais informações sobre o projeto, acesse: www.acolhida.com.br
Quando os trabalhadores perderem a paciência
As pessoas comerão três vezes ao dia
E passearão de mãos dadas ao entardecer
A vida será livre e não a concorrência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Certas pessoas perderão seus cargos e empregos
O trabalho deixará de ser um meio de vida
As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
O mundo não terá fronteiras
Nem estados, nem militares para proteger os estados
Nem estados para proteger militares prepotências
Quando os trabalhadores perderem a paciência
A pele será caricia e o corpo delícia
E os namorados farão amor não mercantil
Enquanto é a fome que vai virar indecência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Não terá governo, nem direito sem justiça
Nem juízes, nem doutores sapiência
Nem padres, nem excelências
Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca
Sem que o humano se oculte na aparência
A necessidade e o desejo serão o termo da equivalência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obsolescência
A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:
“Declaro vaga a presidência”!
(Mauro Iasi)
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Primeiros Contatos
Hoje inicia meu blog. A proposta é simples: incluir textos e opniões sobre assuntos de relevância social e política para a população de Florianópolis, principalmente do bairro Carianos e Sul da Ilha. Pretendo incluir alguns textos que escrevo, informações sobre a AMOSAD - Associação de Moradores do Loteamento Santos Dumont, além de dicas de viagens e reflexões sobre o contexto das entidades sociais e comunitárias no município.
Aceito partilhar neste espaço informações de outras pessoas que queiram contribuir de alguma forma também.
Boa leitura para todos/as
Aceito partilhar neste espaço informações de outras pessoas que queiram contribuir de alguma forma também.
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